ADEGA VELHA

Algumas sugestões vínicas da "minha adega"...


William Bouguereau-La Jeunesse de Bacch
10:17

MINHO


A vinha na região do Minho tem características únicas por ser aqui predominantemente relegada para os limites dos campos de cultura e zonas mortas das explorações agrícolas. A cultura estreme estima-se não representar mais do que 10% da área vitícola da região. As suas formas de condução são, habitualmente, a uma altura considerável do solo. A vinha em bordadura é uma cultura associada ao cultivo do milho de regadio (Primavera-Verão) e de forragens anuais (Outono-Inverno).Os sistemas de armação variam ao longo da região. É ainda hoje possível encontrar bordaduras em forma de ramadas, bardo, arejões ou enforcado, variando a altura entre um escasso meio metro e os seis ou sete metros, apoiadas estas duas últimas em tutores vivos, constituídos por árvores (castanheiro, plátano ou choupo). A condução moderna, caminhando para uma economia de mão-de-obra, baseia-se em várias modalidades de cordão ou cruzeta.

ÁREA GEOGRÁFICA

Abrange os distritos de Viana do Castelo e Braga, os concelhos de Ribeira de Pena e Mondim de Basto, do distrito de Vila Real; os concelhos de Santo Tirso, Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Maia, Matosinhos, Gondomar, Valongo, Paredes, Paços de Ferreira, Lousada, Felgueiras, Penafiel, Amarante, Marco de Canaveses e Baião, do distrito do Porto; os concelhos de Castelo de Paiva, Vale de Cambra e Arouca, do distrito de Aveiro, os concelhos de Cinfães e de Resende (excepto a freguesia de Barrô), do distrito de Viseu e a freguesia de Ossela, do concelho de Oliveira de Azeméis.


CASTAS

Vinhos Tintos :

Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Alvarelhão, Amaral, Aragonez (Tinta Roriz), Baga, Borraçal, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Castelão (Periquita1), Doçal, Doce, Espadeiro, Espadeiro Mole, Grand Noir, Jaen, Labrusco, Merlot, Mourisco, Padeiro, Pedral, Pical, Pinot Noir, Rabo de Anho, Sousão, Syrah, Tinta Barroca, Touriga Nacional, Trincadeira (Tinta Amarela), Verdelho Tinto, Verdial Tinto e Vinhão.


Vinhos Brancos :

Alvarinho, Arinto (Pedernã), Avesso, Azal, Batoca, Caínho, Cascal, Chardonnay, Chenin, Colombard, Diagalves, Esganinho, Esganoso, Fernão Pires (Maria Gomes), Folgasão (Terrantez), Godelho, Lameiro, Loureiro, Malvasia Fina, Malvasia Rei, Müller-Thurgau, Pinot Blanc, Pintosa, Rabo de Ovelha, Riesling, São Mamede, Semilão, Sercial (Esgana Cão), Tália, Trajadura e Viosinho.



Características Organolépticas

Vinhos Tintos:

Genericamente abrange desde os vinhos de cor rubi, com aroma revelando juventude e sabor fresco, aos vinhos de cor vermelho granada, de aroma intenso a frutos vermelhos maduros, com sabor encorpado e longo. No vinho Regional Minho tinto pode distinguir-se o palhete por apresentar uma cor característica próxima do rubi claro.
Vinhos Brancos:

Os vinhos brancos vão desde o amarelo esverdeado, de aroma delicado e sabor fresco, ao amarelo mais carregado, de aroma frutado ou floral intenso, e de sabor complexo e persistente.

Vinhos Rosados:

Apresentam cor com variantes rosadas, aroma frutado e sabor fresco.
VINHO VERDE
HISTÓRIA:
Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturo-leoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muito retalhada.
A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa.
A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, a intensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento.
Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da região de Monção e da Ribeira de Lima.
No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional.
A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes».
Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel.
No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926 através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objecto de reajustamento através do Decreto n.º 16.684.
Vinho Verde é uma denominação, que aparece em 1908, de origem demarcada para vinhos jovens no Noroeste de Portugal , entre o Rio Minho e o Rio Douro .
Certificado como Denominação de origem pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, apresenta-se com selo de garantia cujo ano reflete a data de sua requisição e a data do engarrafamento. O vinho será da colheita imediatamente anterior.
Existem vinhos Verdes brancos e tintos. A designação de Verde nada tem a ver com o estado de maturação das uvas, que são óbviamente sempre colhidas maduras ou com a cor do vinho.
Devido às características edafoclimáticas que naquela região demarcada se encontram, os vinhos produzidos, brancos ou tintos, tem uma concentração em ácido málico superior ao que é frequente encontrar em outras regiões de Portugal. Em geral as pessoas não se apercebem mas quando termina a fermentação alcoólica do mosto , também designada por fermentação tumultuosa, ainda não terminou a vinificação , pelo menos nestes vinhos.

Fermentação malo-láctica
Quando as coisas acontecem naturalmente, sem que se tenha abusado do anidrido sulfuroso quando do esmagamento das uvas , com a chegada dos primeiros calores da Primavera, tem início de forma espontânea uma segunda fermentação: a fermentação malo-láctica. Esta consiste no ataque ao ácido málico pelas bactérias lácticas que irão decompor o ácido málico essencialmente em ácido láctico e succínico, ambos com menor poder ácido do que o ácido málico e sabores mais refrescantes, dando assim uma prova mais macia ao vinho.
Um dos produtos desta fermentação é o ácido carbónico, razão por que estes vinhos ficam com um pique lático ou "agulha" que muito os ajuda na prova porque lhes dá muita frescura.
Acabada a fermentação maloláctica, e assentadas as respectivas borras, os vinhos estão prontos para beber e engarrafar, caso se queira preservar a sua qualidade e a sua agulha.
Note-se que nos vinhos verdes não é legal acrescentar gás carbónico artificial, pois perderia o direito de usar a denominação de origem "Vinho Verde".
in "Wikipedia"

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